sábado, 26 de novembro de 2011


Paquistão: proibido escrever o nome Cristo nos torpedos
 
No Paquistão é proibido escrever o nome “Jesus Cristo” em mensagens de texto do torpedo, enviados através dos telefones celulares. Foi o que estabeleceu a Autoridade das Telecomunicações do Paquistão com um procedimento que obriga as empresas de telefonia móvel a bloquear as mensagens de texto com algumas palavras consideradas vulgares, obscenas ou prejudiciais ao sentido de pudor. Entres as mais de 1.600 palavras proibidas, assinala à agência Fides, uma fonte local, estão também “Jesus Cristo” e “Satanás”.
 
As empresas telefônicas têm sete dias de tempo para tornar operativa a disposição, mas as Igrejas cristãs e as organizações para os direitos humanos no Paquistão já anunciaram que recorrerão da decisão. O secretário da Comissão para as comunicações sociais da Conferência Episcopal, padre John Shakir Nadeen anuncia que a “Igreja Católica do Paquistão fará pressão sobre o governo para que elimine o nome de Jesus Cristo da lista proibida. Compreendemos o desejo de tutelar as mentes dos jovens, assinalando uma lista de palavras obscenas. Mas por que incluir o nome de Cristo? O que tem de obsceno? Banir o nome de Cristo é uma violação do nosso direito de evangelizar e fere os sentimentos dos cristãos”.
 
“Se a proibição fosse confirmada – acrescenta padre John – seria certamente uma página negra para o país, um ulterior ato de discriminação para com os cristãos e uma violação da Constituição do Paquistão. Esperamos que o governo faça as oportunas correções”, destaca o sacerdote.
 
Organizações para a defesa dos direitos humanos e das liberdades dos cidadãos, como “Bytes For All”, anunciaram que contestarão o procedimento na Justiça, afirmando que a mesma “viola o direito de liberdade de palavra e expressão”. 
 
Fonte: CONIC - 22-11-2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Igrejas planejam realizar o primeiro Brazilian Day Gospel nos Estados Unidos

Cultura brasileira, música e folclore serão lembrando em festividade evangélica ainda sem data para acontecer



Igrejas planejam realizar o primeiro Brazilian Day Gospel nos Estados Unidos
Vários líderes religiosos se reuniram recentemente na sede do Projeto Mantena em Newark(Nova Jersey) para planejar o primeiro Brazilian Day Gospel nos Estados Unidos, um evento que reunirá vários cantores evangélicos brasileiros.
As igrejas de New Jersey e as de Nova York estão planejando este evento, assim como outras de estados vizinhos que vão se unir para representar estados brasileiros e assim fazer representações com grupos musicais, bandas e apresentações folclóricas de cada estado. A coordenação musical do evento será dirigido pela Paganini Institute of Music e a International Dance Academy e terá o apoio do Vejatv.com bem como as redes afiliadas.
No Brazilian Day Gospel, as Igrejas terão oportunidade de mostrar seus talentos locais, bem como adquirir barracas de comidas típicas brasileiras.

Brazilian Day

O evento acontece todos os anos em Nova York e reúne vários artistas brasileiros. O evento de 2011 aconteceu no último domingo, 4 de setembro, e lotou 14 quarteirões do centro de Manhattan.
Fonte: Gospel Prime
Com informações Portal DT

Câmara presta homenagem aos 60 anos da Igreja do Evangelho Quadrangular

Câmara presta homenagem aos 60 anos da Igreja do Evangelho Quadrangular
Em comemoração aos 60 anos da Igreja do Evangelho Quadrangular, aconteceu na terça-feira, 8, uma Sessão Solene na Câmara dos Deputados, em Brasília, para homenagear os trabalhos da instituição não só referentes a pregação do evangelho como também sobre os trabalhos assistenciais.
Entre os parlamentares que homenagearam a igreja durante a sessão estava o deputado e pastor Roberto de Lucena que falou em nome da Igreja O Brasil Para Cristo. “Ela se destaca também por sua obra social, pelos inúmeros projetos e programas sociais que desenvolve, de norte a sul do Brasil, e também pela literatura que produz, pela formação de líderes e pastores e pelo envio de missionários aos mais diversos países do mundo”, afirmou.
Lucena também lembrou da coragem e ousadia da Igreja Quadrangular em ordenar mulheres como pastoras e obreiras e vez questão de homenagear a pastora Ozáide, da cidade de Limeira. “Lembrando que esta é uma Igreja que nasceu pelo ministério de uma mulher, a inesquecível evangelista Aimee Semple McPherson. E aqui, me permitam fazer uma homenagem a todas as pastoras e obreiras quadrangulares e esta homenagem quero fazer em nome da nossa querida Pastora Ozáide, da cidade de Limeira, do Estado de São Paulo. Uma mulher de fibra, um ministério de grandes realizações, uma líder de valor”, disse.
O deputado Federal Marcelo Aguiar (PSD-SP) também falou sobre a data comemorativa e elogiou o trabalho deste ministério que tem 15.000 templos espalhados pelo Brasil. “Como cristão eu sinto muito orgulho de poder vir a esta Tribuna falar desta comemoração que é um marco no Evangelho porque são 60 anos de um trabalho feito com seriedade, com forte caráter evangelista e social, refletido no resgate de vidas e de famílias”.
A homenagem na Câmara reuniu cerca de 600 pessoas entre parlamentares, líderes e convidados. A Sessão Solene foi convocada pelos deputados Jefferson Campos, Mário de Oliveira, Josué Bengtson, André Zacharow e Sabino Castelo Branco. O evento foi transmitido ao vivo pela TV Senado e também pelo Portal Quadrangular Brasil.
Fonte: Gospel Prime

domingo, 30 de outubro de 2011

Eu me ajoelhei para orar,
mas não por muito tempo, 
Pois tenho muito a fazer. 
Eu tive de me apressar e ir trabalhar, 
Pois contas em breve precisam ser pagas. 
Assim, me ajoelhei e orei apressadamente 
e me levantei depressa de meus joelhos. 
Minha obrigação Cristã foi feita. 
Minha alma pode descansar em paz... 
Por todo o dia, eu não tive tempo
De espalhar uma palavra de alegria,
Sem tempo de falar de Cristo aos amigos. 
Eles ririam de mim, eu receio.
Sem tempo, sem tempo, muita coisa a fazer, 
era minha constante reclamação.
Sem tempo para dar às almas necessitadas. 
Mas por último, o tempo, o tempo de morrer, 
eu fui perante Nosso Senhor, 
eu entrei e fiquei de olhos baixos. 
Pois em Suas Mãos, Deus tinha um livro, 
O Livro da Vida!
Deus olhou em Seu Livro e disse:
'' Seu nome não consigo encontrar, 
Uma vez Eu ia escrever seu nome...
Mas nunca encontrei tempo''! 

sábado, 29 de outubro de 2011


O FOLHETO!



Todos os domingos à tarde, depois do Culto da manhã na igreja, o velho pastor e seu sobrinho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos sacros.Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu sobrinho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse: - “Ok, tio pastor, estou pronto.” E o pastor perguntou: - “Pronto para quê?” - “Tio, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos.”
O pastor respondeu:


- “Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito.”

O menino olhou surpreso e perguntou:

- “Mas tio, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?”

O pastor respondeu:

- “Filho, eu não vou sair nesse frio.”

Triste, o menino perguntou:

- “Tio, eu posso ir? Por favor!”

O pastor hesitou por um momento e depois disse:

- “Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho.”

- “Obrigado, tio!”

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos sacros a todos que via.

Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta.


Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:

- “O que eu posso fazer por você, meu filho?”

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:

- “Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.”

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse:

- “Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!”

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Pastor estava no altar, quando o Culto começou ele perguntou:


  • Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?”

    Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

    - 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

    Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou.

    Eu pensei:

    - “Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora.”

    Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:

    - “Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar.”

    Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.

    Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês!
    As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:,

    - “Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO.”

    Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.

    Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.

    Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DE DEUS!!!

    Já que o endereço da igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

    Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. O velho Pastor desceu do altar e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu sobrinho nos braços e chorou copiosamente.

    Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este.

    Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante.

    Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.

    Por isso...

    - Me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS TE AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011


Martinho Lutero

A Reforma Luterana é um dos acontecimentos mais importantes da História. Ela foi resultado do empenho de um sacerdote alemão da Igreja Católica - Martinho Lutero - em reformar ensinos teológicos e comportamentos morais da Igreja, com base no ensino bíblico. A resistência da Igreja determinou o crescimento do movimento e, por fim, o surgimento de novas Igrejas - como a Igreja Luterana.

Conheça, abaixo, alguns detalhes da vida e obra de Martinho Lutero.
INFÂNCIA
Lutero era filho de camponeses católicos alemães. Como era comum na época, Lutero foi alvo de uma disciplina rígida. O menino Lutero aprendeu, entre outras coisas, a orar aos santos, realizar boas obras e reverenciar o papa e a igreja.
EDUCAÇÃO
Cedo, aos cinco anos, Lutero começou a estudar latim em uma escola local. Aos 12 anos, foi aluno de uma irmandade religiosa em Magdeburgo. Em 1505 recebeu grau de Mestre em Artes da Universidade de Erfurt e começou a estudar Direito.
MONGE
Pouco tempo após iniciar seus estudos de Direito, Lutero resolveu tornar-se monge e entrou no Mosteiro Agostiniano de Erfurt. A sua ordenação foi em 1507.  Depois deixou o Mosteiro para ensinar filosofia moral na Universidade de Wittenberg.  
DOUTOR
Continuando seus estudos, Lutero obteve o título de Doutor em Teologia. De 1513 a 1518, ensinou Teologia Bíblica na Universidade de Wittenberg. Nessa época, começou a tornar-se bastante conhecido. 
CRISE
Após certa idade, Lutero começou a ser afligido por uma angústia que pode ser sintetizada em uma pergunta: se o coração da pessoa é governado pelo pecado, como pode esperar salvação diante de Deus?  Por causa do que aprendeu, procurou resposta - e paz - através de boas obras, incluindo jejuns e auto-flagelação. Contudo, seu sentimento de incapacidade para sentir paz diante de Deus, continuou levando-o às portas do desespero.
A aflição de Lutero acabou somente quando encontrou respostas na Bíblia. Ele teve a certeza de que não existe como alguém merecer o favor de Deus por alguma coisa que faz. Descobriu que a única forma de alguém obter o favor Deus é através da fé em Jesus Cristo. Que através da fé em Jesus é que os pecados são perdoados por Deus. Este entendimento, conhecido como a doutrina da justificação pela fé, tornou-se um dos pilares do pensamento religioso de Lutero.
INDULGÊNCIAS
A Igreja Romana da época dizia que algumas pessoas possuíam mais méritos que o necessário para serem salvas. Por isso, o "mérito extra" dessas pessoas podia ser transferido - especialmente através de pagamento - para pessoas cuja salvação era duvidosa. Lutero protestou contra esta prática, chamada de indulgência. 
95 TESES
Em 31 de outubro de 1517, Lutero afixou uma série de críticas - conhecidas como 95 Teses - na porta da igreja do Castelo de Wittenberg. As Teses eram um protesto contra o abuso da autoridade do Papa, em especial no sentido de desafiar o Papa a esvaziar de graça o purgatório, já que dizia controlá-lo. Lutero também negou o ensino do mérito extra que estava por detrás das indulgências. Para Lutero, o verdadeiro tesouro da Igreja é o Evangelho - a proclamação do amor de Deus. 
DENÚNCIA
A Igreja Romana ordenou que Lutero se apresentasse em Roma para responder às acusações de heresia.  Sabendo do caso, o Príncipe da Saxônia, Frederico o Sábio, interveio e insistiu que a audiência de Lutero fosse realizada em solo alemão. Como resultado, uma Dieta Imperial foi realizada na cidade de Augsburgo, em 1518. Lutero se recusou a mudar de opinião. Temendo ser preso, fugiu de Augsburgo.
EXCOMUNHÃO
As idéias de Lutero logo encontraram adeptos em toda a Alemanha, e mesmo fora dela. A resposta do Papa à situação foi uma bula (ordem papal), ameaçando Lutero de excomunhão, caso não se retratasse. Em protesto, ele queimou publicamente a Bula e foi excomungado em janeiro de 1521.
FAMÍLIA
Em junho de 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, uma ex-freira. Os dois tiveram seis filhos e abrigaram onze órfãos.
ESCRITOS
Lutero publicou cerca de 400 obras durante a sua vida, incluindo comentários bíblicos, catecismos, sermões e tratados. Também escreveu hinos para a Igreja. Partes de suas obras estão publicadas em diversas línguas modernas. Em português, está em andamento um projeto de 14 volumes, com seus principais escritos.  
MORTE
Lutero faleceu de derrame cerebral em 1546, aos 63 anos de idade, em sua cidade natal Eisleben. Seu corpo foi sepultado na Igreja do Castelo de Wittenberg, onde, cerca de 30 anos antes, afixou suas 95 Teses.


95 Teses de Lutero

Essas teses foram afixadas na porta da igreja do Castelo de Wittenberg a 1º de outubro de 1517. 
01. Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo em dizendo "Arrependei-vos, etc.", afirmava que toda a vida dos fiéis deve ser uma ato de arrependimento.
02. Essa declaração não pode ser entendida como o sacramento da penitência (i. e., confissão e absolvição) que é administrado pelo sacerdócio.
03. Contudo, não pretende falar unicamente de arrependimento interior; pelo contrário, o arrependimento interior é vão se não produz externamente diferentes espécies de mortificação da carne.
04. Assim, permanece a penitência enquanto permanece o ódio de si (i. e., verdadeira penitência interior), a saber, o caminho reto para entrar no reino dos céus.
05. O papa não tem o desejo nem o poder de perdoar quaisquer penas, exceto aquelas que ele impôs por sua própria vontade ou segundo a vontade dos cânones.
06. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoado os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações a culpa permaneceria.
07. Deus não perdoa a culpa de ninguém sem sujeitá-lo à humilhação sob todos os aspectos perante o sacerdote, vigário de Deus.
08. Os cânones da penitência são impostas unicamente sobre os vivos e nada deveria ser imposta aos mortos segundo eles.
09. Por isto o Espírito Santo nos beneficia através do papa, mas sempre faz exceção de seus decretos no caso da iminência da morte e da necessidade.
10. Os sacerdotes que no caso de morte reservam penas canônicas para o purgatório agem ignorante e incorretamente.
11. Esta cizânia que se refere à mudança de penas canônicas em penas no purgatório certamente foi semeada enquanto os bispos dormiam.
12. As penitências canônicas eram impostas antigamente não depois da absolvição, mas antes dela, como prova de verdadeira contrição.
13. Os moribundos pagam todas as suas dívidas por meio de sua morte e já estão mortos para as leis dos cânones, estando livres de sua jurisdição.
14. Qualquer deficiência em saúde espiritual ou e amor por parte de um homem moribundo deve trazer consigo temor, e quanto maior for a deficiência maior deverá ser o temor.
15. Esse temor e esse terror bastam por si mesmos para produzir as penas do purgatório, sem qualquer outra coisa, pois estão pouco distante do terror do desespero.
16. Com efeito, a diferença entre Inferno, Purgatório e Céu parece ser a mesma que há entre desespero, quase-desespero e confiança.
17. Parece certo que para as almas do purgatório o amor cresce na proporção em que diminui o terror.
18. Não parece estar provado, quer por argumentos quer pelas Escrituras, que essas almas estão impedidas de ganhar méritos ou de aumentar o amor.
19. Nem parece estar provado que elas estão seguras e confiantes de sua bem-aventurança, ou, pelo menos, que todas o estejam, embora possamos estar seguros disso.
20. O papa pela remissão plenária de todas as penas não quer dizer a remissão de todas as penas em sentido absoluto, mas somente das que foram impostas por ele mesmo.
21. Por isto estão em erro os pregadores de indulgências que dizem ficar um homem livre de todas as penas mediante as indulgências do papa.
22. Pois para as almas do purgatório ele não perdoa penas a que estavam obrigadas a pagar nesta vida, segundo os cânones.
23. Se é possível conceder remissão completa das penas a alguém, é certo que somente pode ser concedida ao mais perfeito; isto quer dizer, a muito poucos.
24. Daí segue-se que a maior parte do povo está sendo enganada por essas promessas indiscriminadas e liberais de libertação das penas.
25. O mesmo poder sobre o purgatório que o papa possui em geral, é possuído pelo bispo e pároco de cada dioceses ou paróquia.
26. O papa faz bem em conceder remissão às almas não pelo poder das chaves (poder que ele não possui), mas através da intercessão.
27. Os que afirmam que uma alma voa diretamente para fora (do purgatório) quando uma moeda soa na caixa das coletas, estão pregando uma invenção humana (hominem praedicant).
28. É certo que quando uma moeda soa, cresce a ganância e a avareza; mas a intercessão (suffragium) da Igreja está unicamente na vontade de Deus.
29. Quem pode saber se todas as almas do purgatório desejam ser resgatadas? (Que se pense na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal).
30. Ninguém está seguro na verdade de sua contrição; muito menos de que se seguirá a remissão plenária.
31. Um homem que verdadeiramente compra suas indulgências é tão raro como um verdadeiro penitente, isto é, muito raro.
32. Aqueles que se julgam seguros da salvação em razão de suas cartas de perdão serão condenados para sempre juntamente com seus mestres.
33. Devemos guardar-nos particularmente daqueles que afirmam que esses perdões do papa são o dom inestimável de Deus pelo qual o homem é reconciliado com Deus.
34. Porque essas concessões de perdão só se aplicam às penitências da satisfação sacramental que foram estabelecidas pelos homens.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plenária tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de perdão.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem cartas de perdão.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois - como disse - é uma declaração da remissão divina.
39. É muito difícil, mesmo para os teólogos mais sábios, dar ênfase na pregação pública simultaneamente ao benefício representado pelos indulgências e à necessidade da verdadeira con-trição.
40. Verdadeira contrição exige penitência e a aceita com amor; mas o benefício das indulgências relaxa a penitência e produz ódio a ela. Tal é pelo menos sua tendência.
41. Os perdões apostólicos devem ser pregados com cuidado para que o povo não suponha que eles são mais importantes que outros atos de amor.
42. Deve ensinar-se aos cristãos que não é intenção do papa que se considera a compra dos perdões em pé de igualdade com as obras de misericórdia.
43. Deve ensinar-se aos cristãos que dar aos pobres ou emprestar aos necessitados é melhor obra que comprar perdões.
44. Por causa das obras do amor o amor é aumentado e o homem progride no bem; enquanto que pelos perdões não há progresso na bondade mas simplesmente maior liberdade de pe-nas.
45. Deve ensinar-se aos cristãos que um homem que vê um irmão em necessidade e passa a seu lado para dar o seu dinheiro na compra dos perdões, merece não a indulgência do papa, mas a indignação de Deus.
46. Deve ensinar-se aos cristãos que - a não ser que haja grande abundância de bens - são obrigados a guardar o que é necessário para seus próprios lares e de modo algum gastar seus bens na compra de perdões.
47. Deve ensinar-se aos cristãos que a compra de perdões é matéria de livre escolha e não de mandamento.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que de dinheiro contado.
49. Deve ensinar-se aos cristãos que os perdões do papa são úteis se não se põe confiança neles, mas que são enormemente prejudiciais quando por causa deles se perde o temor de Deus.
50. Deve ensinar-se aos cristãos que, se o papa conhecesse as exações praticadas pelos pregadores de indulgências, ele preferiria que a basílica de São Pedro fosse reduzida a cinzas a construí-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve ensinar-se aos cristãos que o papa - como é de seu dever - desejaria dar os seus próprios bens aos pobres homens de quem certos vendedores de perdões extorquem o dinheiro; que para este fim ele venderia - se fosse possível - a basílica de São Pedro.
52. Confiança na salvação por causa de cartas de perdões é vã, mesmo que o comissário, e até mesmo o próprio papa, empenhasse sua alma como garantia.
53. São inimigos de Cristo e do povo os que em razão da pregação das indulgências exigiam que a palavra de Deus seja silenciada em outras igrejas.
54. Comete-se uma injustiça para com a palavra de Deus se no mesmo sermão se concede tempo igual, ou mais longo, às indulgências do que a palavra de Deus.
55. A intenção do papa deve ser esta: se a concessão dos perdões - que é matéria de pouca importância - é celebrada pelo toque de um sino, como uma procissão e com uma cerimônia, então o Evangelho - que é a coisa mais importante - deve ser pregado com o acompanhamento de cem sinos, de cem procissões e de cem cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja - de onde o papa tira as indulgências - não estão suficientemente esclarecidos nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É pelo menos claro que não são tesouros temporais, porque não estão amplamente espalhados mas somente colecionados pelos numerosos vendedores de indulgências.
58. Nem são os méritos de Cristo ou dos santos, porque esses, sem o auxílio do papa, operam a graça do homem interior e a crucificação, morte e descida ao inferno do homem exterior.
59. São Lourenço disse que os pobres são os tesouros da Igreja, mas falando assim estava usando a linguagem de seu tempo.
60. Sem violências dizemos que as chaves da Igreja, dadas por mérito de Cristo, são esses tesouros.
61. Porque é claro que para a remissão das penas e a absolvição de casos (especiais) é suficiente o poder do papa.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o sacrossento Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este é merecidamente o mais odiado, visto que torna o primeiro último.
64. Por outro lado, os tesouros das indulgências são merecidamente muito populares, visto que fazem do último primeiro
65. Assim os tesouros do Evangelho são redes com que desde a Antigüidade se pescam homens de bens.
66. Os tesouros das indulgências são redes com que agora se pescam os bens dos homens.
67. As indulgências, conforme declarações dos que as pregam, são as maiores graças; mas "maiores" se deve entender como rendas que produzem.
68. Com efeito, são de pequeno valor quando comparadas com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Bispos e párocos são obrigados a admitir os comissários dos perdões apostólicos com toda a reverência.
70. Mas estão mais obrigados a aplicar seus olhos e ouvidos à tarefa de tornar seguro que não pregam as invenções de sua própria imaginação em vez de comissão do papa.
71. Se qualquer um falar contra a verdade dos perdões apostólicos que sejam anátema e amaldiçoado.
72. Mas bem-aventurado é aquele que luta contra a dissoluta e desordenada pregação dos vencedores de perdões.
73. Assim como o papa justamente investe contra aqueles que de qualquer modo agem em detrimento do negócio dos perdões.
74. Tanto mais é sua intenção investir contra aqueles que, sob o pretexto dos perdões, agem em detrimento do santo amor e verdade.
75. Afirmar que os perdões papais têm tanto poder que podem absolver mesmo um homem que - para aduzir uma coisa impossível - tivesse violado a mão de Deus, é delirar como um lunático.
76. Dizemos ao contrário, que os perdões papais não podem tirar o menor dos pecados veniais no que tange à culpa.
77. Dizer que nem mesmo São Pedro e o papa, não podia dar graças maiores, é uma blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc. como em 1 Co 12.
79. É blasfêmia dizer que a cruz adornada com as armas papais tem os mesmos efeitos que a cruz de Cristo.
80. Bispos, párocos e teólogos que permitem que tal doutrina seja pregada ao povo deverão prestar contas.
81. Essa licenciosa pregação dos perdões torna difícil, mesmo a pessoas estudadas, defender a honra do papa contra a calúnia, ou pelo menos contra as perguntas capciosas dos leigos.
82. Esses perguntam: Por que o papa não esvazia o purgatório por um santíssimo ato de amor e das grandes necessidades das almas; isto não seria a mais justa das causas visto que ele resgata um número infinito de almas por causa do sórdido dinheiro dado para a edificação de uma basílica que é uma causa bem trivial?
83. Por que continuam os réquiens e os aniversários dos defuntos e ele não restitui os benefícios feitos em seu favor, ou deixa que sejam restituídos, visto que é coisa errada orar pelos re-dimidos?
84. Que misericórdia de Deus e do papa é essa de conceder a uma pessoa ímpia e hostil a certeza, por pagamento de dinheiro, de uma alma pia em amizade com Deus, enquanto não resgata por amor espontâneo uma alma que é pia e amada, estando ela em necessidade?
85. Os cânones penitenciais foram revogados de há muito e estão mortos de fato e por desuso. Por que então ainda se concedem dispensas deles por meio de indulgências em troca de di-nheiro, como se ainda estivesse em plena força?
86. As riquezas do papa hoje em dia excedem muito às dos mais ricos Crassos; não pode ele então construir uma basílica de São Pedro com seu próprio dinheiro, em vez de fazê-lo com o dinheiro dos fiéis?
87. O que o papa perdoa ou dispensa àqueles que pela perfeita contradição têm direito à remissão e dispensa plenária?
88. Não receberia a Igreja um bem muito maior se o papa fizesse cem vezes por dia o que agora faz uma única vez, isto é, distribuir essas remissões e dispensas a cada um dos fiéis?
89. Se o papa busca pelos seus perdões antes a salvação das almas do que dinheiro, por que suspende ele cartas e perdões anteriormente concedidos, visto que são igualmente eficazes?
90. Abafar esses estudos argumentos dos fiéis apelando simplesmente para a autoridade papal em vez de esclarecê-los mediante uma resposta racional, é expor a Igreja e o papa ao ridículo dos inimigos e tornar os cristãos infelizes.
91. Se os perdões fossem pregados segundo o espírito e a intenção do papa seria fácil resolver todas essas questões; antes, nem surgiriam.
92. Portanto, que se retirem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "paz, paz", e não há paz.
93. E adeus a todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "a cruz, a cruz", e não há cruz.
94. Os cristãos devem ser exortados a esforçar-se em seguir a Cristo, sua cabeça, através de sofrimentos, mortes e infernos.
95. E que eles confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.






Fonte: IELB - http://ielb.org.br/site/