sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Brasileira sobrevivente de acidente na Flórida pode ser deportada

 

Lidiane, à esquerda, foi a única sobrevivente do acidente que matou seus pais e irmã


Nos Estados Unidos, a imprensa afirmou nesta quarta-feira que a única sobrevivente de uma família de brasileiros que morreu num acidente de carro na Flórida pode ser deportada.

Lidiane, de 15 anos, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Shands at the University of Florida, onde passou por cirurgia, mas de acordo com um tio que a acompanha, está consciente e deve receber alta em aproximadamente dez dias.

Ela estava no acidente que matou 11 pessoas na madrugada desta segunda-feira, entre os quais os pais dela, o casal de pastores evangélicos José Carmo Júnior e Adriana Carmo, a irmã, Letícia Carmo, 17 anos, além do irmão do pastor, Edson José do Carmo, e sua esposa Rosélia Fagundes. Todos eram membros da Igreja Ministério Internacional da Restauração, na Geórgia, e estavam ilegais nos EUA.
Amigo da família, o também pastor Alonso Oliviera, que vive nos Estados Unidos há 20 anos, trata-se de um “boato” propagado pela imprensa americana, já que nenhum agente de imigração procurou os familiares que acompanham a jovem no hospital.

Oliveira afirma que, em todo caso, amigos da família estão contratando um advogado para cuidar do caso. “Ela [Lidiane] já está aqui há 14 anos. Existe uma lei que permite bloquear a deportação de qualquer um que está aqui há mais de 10 anos”, disse.
“Estamos vendo algumas possibilidades para que não aconteça nada”, disse o pastor, que como cidadão americano, pode até mesmo tentar na Justiça assumir a guarda da adolescente para evitar que ela tenha que deixar o país.

O governo americano ainda não se pronunciou sobre o caso. Autoridades de imigração americanas negaram que estejam planejando deportar a jovem brasileira. “Não tivemos nenhum contato com a família Carmo e não temos interesse nesse caso, apenas demos nossas condolências à jovem e sua família”, declarou à agências de notícias Efe um porta-voz do Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE).

Fonte: G1

 

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